O verde que transforma a saúde e a ciência

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Palco Health and Science - Civi-co (Foto: Arquivo)

Por João R. Negromonte

O palco Health and Science do Cannabis thinking contou com aproximadamente 26 speakers. A grade de convidados trouxe pesquisadores, profissionais da saúde, empresários, empreendedores, investidores, políticos e profissionais, além de especialistas no universo da planta e em seu potencial para a medicina, indústria e a economia como um todo.

O público teve a oportunidade de obter um panorama global, bem como dos mercados brasileiro e latino-americano de cannabis. Os desafios que envolvem a legislação em torno do assunto também vieram à tona no evento, assim como as possibilidades da cannabis para agrobusiness, indústria e healthcare, incluindo empreendedorismo e negócios de todos os portes.

Participando da mesa Saúde – características da medicina personalizada, Eduardo Faveret formado pela faculdade de medicina da UFRJ, residência em pediatria e neuropediatria na Fiocruz, além de uma especialização na Alemanha, diz:

“A pesquisa no Brasil esta sucateada! Sei que o tema é muito delicado, eu mesmo não tive nenhum contato com o sistema endocanabinoide na universidade, mas podemos dizer que ainda existe um cenário muito promissor em relação a cannabis medicinal”.

Eduardo Faveret, Paula Dall Stella e Ricardo Amorim (Foto: Arquivo)

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O Neuropediatra reforça ainda a importância do tratamento citando o caso de um de seus pacientes com autismo.

Tive um paciente que me procurou através de uma associação, que tinha um alto grau de autismo. Ele não se comunicava, tinha transtorno auto agressivo onde se machucava constantemente, não se alimentava sozinho, dentre outros problemas. Bem, ele passou por mim para iniciarmos o tratamento com cannabis, o que aconteceu, mas acabamos perdendo o contato pois sua família havia se mudado de estado. Entretanto, depois de 2 anos, tive a oportunidade de poder fazer uma ligação de vídeo com a família onde pude observar os resultados, que foram os melhores possíveis. Quem via aquela criança sendo amarrada pela família para não se mutilar e, depois poder bater um papo com ela e ver como a cannabis havia te ajudado é recompensador.

Eduardo Faveret

Já para Rubens Wajnsztejn, médico especialista em Neurologia Infantil e um dos pioneiras da pesquisa com cannabis no Brasil, ao ser perguntado sobre as perspectivas do processo de formação das industrias em torno da cananbis e como o mercado irá lidar com os médicos, ele é enfático:

“Temos que respeitar o que diz a lei. Mas também devemos nos atentar nas manobras mercadológicas para oferecer o melhor produto para cada paciente e, ao mesmo tempo, ao um preço que seja acessível.”

Outro que também deixou sua opinião foi Willian Dib, Ex-diretor da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que na mesa Regulatório – caminhos possíveis para o acesso dos brasileiros a cannabis medicinal disse:

As RDC’s permitiram o acesso das pessoas aos medicamentos. A agência tinha essa dificuldade, mas acredito que isso não pode se restringir por conta de ordens técnicas ou pessoal.

Willian Dib

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Gustavo Palhares, Willian Dib, Cecília Galício e Ana Izabel de Hollanda – Mesa: Regulatório – caminhos possíveis para o acesso dos brasileiros a cannabis medicinal (Foto: Arquivo)

Dib foi questionado se Anvisa teria competência de regular um possível cultivo individual e, reforça:

“Tenho tanta convicção, que cheguei a escrever a RDC que abrange o cultivo. Não era perfeita, mas funcionava. Mas isso não cabe a Anvisa decidir. Não existe nenhum documento oficial que diga que a Anvisa deve ser responsável por isso. O uso dos opiáceos são liberados e ninguém fala sobre. Isso é uma grande incoerência científica. A Anvisa na prática abriu mão de regulamentar a cannabis. Mas ao meu ver, acredito que devemos incentivar o judiciário através do apoio popular, pois não compete a agência decidir quem pode ou não cultivar.”

Mediando a mesa Ciência – as comprovações científicas quebram o um tabu, Dr. Pedro Pierro, Neurocirurgião e Diretor científico do Portal Sechat, pergunta para Fabrício Pamplona, doutor em Psicofarmacologia, Empreendedor e Neurocientista, “Quais são os possíveis e promissores novos mercados da cannabis?”

Em resposta, Pamplona explica que o mercado tem um leque de opções, mas que uma delas, seria talvez os próprios testes genéticos, que medem a dosagem necessária de canabinoides que cada paciente precisa para aumentar o êxito da terapia canábica.

Fechando o ciclo de debates, na mesa Psicodélicos: uma revolução científica, o professor-doutor (referência MS-3 em Regime de Dedicação Integral à Docência e Pesquisa) do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Luis F. Farah de Tófoli, fala como os psicodélicos podem se tornar uma grande indústria no futuro.

“Existe um mundo de possibilidades para os psicodélicos, são inúmeras as substâncias encontradas que podem vir a ser utilizadas para o tratamento de diversas patologias ligadas diretamente ao bem estar. Por isso é importante observar o mercado, que talvez seja melhor aceito, visto a pressão que indústria da cannabis já vem fazendo nos órgãos competentes para uma possível regulamentação.”

Já em entrevista exclusiva para o Sechat, Steven explica a diferença entre a psilocibina (substância encontrada em algumas espécies de cogumelos) sintética, para a natural?

“A psilocibina é uma substância psicodélica que pode ser produzida através de diferentes vias clínicas. O que temos hoje em dia são instituições que conseguiram sintetizar esse componente e há outros que estão buscando inclusive formas de produção da psilocibina, através de células ou organismos que naturalmente não produzem ela. Outra questão interessante e, uma oportunidade em termos de pesquisa, é testar as diferentes formas de síntese dessa substância para saber a eficácia das mesmas.”

O palco Health and Science, contou também com mesas como, Educação – acesso aos profissionais de saúde sobre benefícios da medicina canabinóide, onde falaram participantes de alto gabarito como Tarso Araújo, diretor do filme Ilegal e executivo da Associação Brasileira de Canabinoides (BRCANN), Ricardo Tardini, Ortopedista e traumatologista do Centro de Excelência Canabinoide (CEC), Cynthia de Carlo, Cirurgiã Dentista que também atua no CEC e Cidinha Carvalho, Fundadora da Associação Cultive que trata de diversos pacientes (inclusive sua filha Clarian) com óleo medicinal de cannabis produzidos por ela e sua família e, a mesa Produtos – desafios na garantia de qualidade, onde falaram, Valéria França, jornalista do grupo Folha, Flavio Geraldes, Neuropediatra do Instituto CEC, Keila Santos da Revivid Brasil e Sandra Freitas, Engenheira Química e especialista em adequação nutricional.

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O evento ficou marcado pelo seu modelo de excelência e seus convidados especialistas em todas as vertentes do universo da cannabis. Mas como dito pelo Neurocirurgião Dr. Pedro Pierro:

Cannabis não serve para tudo, mas pode servir para todos!

Pedro Pierro Neto

Foto: (Arquivo)

Com essa filosofia médica, o evento que rolou nesse último final de semana (23/10), irá deixar boas lembranças e, não por acaso, nos leva a pensar como a educação canábica ainda se faz necessária no Brasil e no mundo.

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