Mike Tyson acusa ex-sócios de firmarem acordos não autorizados envolvendo o uso de sua imagem em projetos de cannabis

Ação judicial nos Estados Unidos envolve ex-executivos e empresas responsáveis pelo licenciamento e gestão de marcas de cannabis associadas a celebridades

Publicada em 13/01/2026

Mike Tyson acusa ex-sócios de firmarem acordos não autorizados envolvendo o uso de sua imagem em projetos de cannabis

Tyson aciona a Justiça americana por supostas irregularidades na condução de iniciativas de cannabis vinculadas ao seu nome | Foto: Reprodução/Youtube

O ex-boxeador Mike Tyson e o ícone do wrestling Ric Flair ingressaram com uma ação judicial federal nos Estados Unidos acusando ex-sócios e executivos de fraude em iniciativas de branding de cannabis associadas a celebridades. As informações foram divulgadas pelo site MJBiz Daily.


O processo, protocolado em dezembro no Tribunal Distrital de Illinois, tem 76 páginas e lista como réus ex-executivos da Carma, empresa responsável por desenvolver e licenciar marcas de cannabis ligadas a figuras públicas.

 

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Alegações de fraude e má gestão


Segundo a ação, os acusados teriam conduzido acordos não autorizados envolvendo o uso da imagem de Tyson e Flair, além de firmar contratos paralelos com fabricantes e operadores licenciados de cannabis, sem o conhecimento ou consentimento dos envolvidos. 


O documento judicial aponta supostas práticas de fraude eletrônica, desfalque, lavagem de dinheiro e violação contratual.


Entre as alegações, consta que executivos teriam criado estruturas empresariais alternativas para explorar comercialmente a imagem de Ric Flair, vendendo participações dessas empresas sem repassar os valores devidos ao lutador. O processo também menciona pagamentos elevados de salários e bônus aos réus, além do uso de recursos corporativos para fins pessoais.


Valores envolvidos e empresas citadas


A ação busca mais de US$ 50 milhões em indenizações, além de custos e honorários advocatícios. Também figura como autora a empresa de cânhamo LGNDS, que adquiriu direitos de uso da imagem de Mike Tyson para produtos de consumo.


De acordo com o processo, a Carma, também conhecida como Tyson 2.0, comercializou produtos como flores de cannabis, pré-rolados, cartuchos para vape e itens derivados de cânhamo. Até o momento da publicação da reportagem, os réus citados não haviam apresentado resposta formal nos autos.

 

Com informações de MJBiz Daily.