Aurora Cannabis inicia testes de produção com plantas resistentes a fungo
Avanço genético promete reduzir perdas agrícolas e mira comercialização global em 2026
Publicada em 20/01/2026

A empresa avançou para a fase de testes de produção em escala industrial de cultivares geneticamente resistentes ao oídio (powdery mildew). Imagem: Canva Pro
A Aurora Cannabis Inc., líder global em cannabis medicinal, anunciou na quarta-feira (15) um progresso significativo em suas pesquisas. A empresa avançou para a fase de testes de produção em escala industrial de cultivares geneticamente resistentes ao oídio (powdery mildew).
Quase um ano após descobrir a fonte de resistência genética denominada PM2, os testes ocorrem na unidade fabril de Aurora Ridge. A expectativa da companhia é que a comercialização das novas cepas ocorra ainda em 2026.
Cientistas do centro de pesquisa Aurora Coast realizaram múltiplas rodadas de cruzamentos desde a identificação do marcador. O objetivo é transferir essa resistência para as linhagens de elite da empresa sem perder qualidade.
A meta é integrar a defesa biológica contra o fungo mantendo o perfil de canabinoides e terpenos. Essas características são essenciais para pacientes e consumidores em mercados como Canadá, Europa, Austrália e Nova Zelândia.
Impacto da Aurora Cannabis na gestão de riscos
A inovação da Aurora Cannabis ataca diretamente um dos pontos mais críticos da indústria: o risco agrícola. Segundo o relatório Relm Risk Briefing: Cannabis 2026, a contaminação biológica é uma das principais causas de prejuízos no setor.
O levantamento aponta que contaminações, como mofo e bolor, motivaram cerca de 40% de todos os recalls de produtos em 2024. A tecnologia promete mitigar esses danos de forma significativa.
Como produto agrícola, a planta é sensível a pragas que podem dizimar colheitas ou exigir controles ambientais caros. A nova tecnologia protege a saúde das plantas de forma intrínseca, reduzindo custos operacionais e aumentando a segurança do produto final.
Validação científica e planos da Aurora Cannabis
A tecnologia proprietária por trás do PM2 é fruto de uma colaboração com pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica. O projeto conta com financiamento da Genome British Columbia e já possui pedidos de patente em diversos países.
Lana Culley, vice-presidente de Inovação e Operações Internacionais da Aurora Cannabis, destacou a importância estratégica dessa fase. "Ao passarmos da pesquisa para os testes de produção, não estamos apenas validando a ciência, mas também moldando o futuro do cultivo", afirmou em nota.
Culley reforça que o progresso é um passo crucial para a comercialização. "Isso demonstra como a inovação baseada na ciência agrega grande valor ao nosso portfólio global", completou a executiva.
Cenário financeiro da Aurora Cannabis e próximos passos
A empresa apresenta um momento de estabilidade financeira para sustentar suas iniciativas de pesquisa. Dados recentes indicam que a Aurora Cannabis possui uma capitalização de mercado de aproximadamente US$ 241,8 milhões.
Além disso, a companhia registrou um crescimento de receita de 23,89% nos últimos doze meses, totalizando US$ 263,8 milhões anuais. Com um nível moderado de dívida, a empresa mantém flexibilidade para investir em inovação.
Os resultados dos testes de produção definirão o cronograma exato de lançamento, mas o plano é disponibilizar as cultivares ainda este ano. Investidores aguardam mais detalhes na próxima divulgação de resultados, agendada para 5 de fevereiro de 2026.



