Estudo feito em primatas sugere que o uso crônico de cannabis pode afetar a saúde reprodutiva masculina

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(Créditos da imagem: Pexels/Alexandr Podvalny)

Por Jacqueline Passos

Cientistas clínicos do Oregon National Primate Research Center da Oregon Health & Science University concluíram, em estudo, que a exposição crônica ao THC – composto tido como psicoativo da cannabis – pode levar a “atrofia testicular significativa de dose-resposta”, entre outros efeitos. Em outras palavras, o uso crônico de cannabis pode ter um impacto no sistema reprodutivo masculino e ainda resultar em insuficiência testicular primária, ou seja, quando os testículos não conseguem mais produzir espermatozoides.

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Vale ressaltar que o estudo não foi aplicado em humanos, mas sim, em primatas machos saudáveis, mais precisamente macacos rhesus. Foi feita a administração de comestíveis pelo período de sete meses, sendo que a exposição dos animais ao THC foi aumentada a cada 70 dias, até que se atingisse o equivalente a uma dose pesada de cannabis medicinal em humanos. Após acompanhamento, descobriu-se que a exposição ao THC teve um impacto na saúde reprodutiva dos animais. Embora não tenha havido alterações significativas nos parâmetros do sêmen dos macacos, houve diminuição no volume testicular bilateral em 58%, ou seja, o tamanho dos testículos reduziu.

O estudo demonstrou que o uso crônico de cannabis pode resultar em problemas significativos na saúde reprodutiva masculina e há um ponto de atenção aqui: além da pesquisa não ter sido feita em humanos, os resultados não foram condizentes para afirmar que o THC afeta diretamente o sistema reprodutivo masculino.

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Segundo Jamie Lo, um dos autores do estudo, “Nossa análise das amostras coletadas descobriu que o uso de THC estava associado a impactos adversos significativos nos hormônios reprodutivos dos animais, incluindo níveis reduzidos de testosterona e encolhimento testicular grave. Especificamente, observamos uma diminuição superior a 50% no tamanho testicular. Infelizmente, esses efeitos parecem piorar à medida que a dose de THC foi aumentada, sugerindo um possível efeito dose-dependente.”

Lo também afirma que “Embora sejam necessárias mais pesquisas para entender melhor os potenciais impactos a longo prazo do THC em humanos, essas descobertas iniciais são preocupantes do ponto de vista clínico. Como a prevalência do uso de maconha comestível continua a aumentar nos EUA e em todo o mundo – particularmente em homens em idade reprodutiva – mesmo doses moderadas podem ter um impacto profundo nos resultados de fertilidade. Embora o planejamento familiar possa não ser uma prioridade para aqueles no final da adolescência e início dos 20 anos, os efeitos de longo prazo do THC na saúde reprodutiva masculina não são bem definidos; é possível que o THC possa causar impactos duradouros que podem alterar o planejamento familiar mais tarde na vida.”

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Apesar do estudo ter testado apenas os efeitos da cannabis em animais, devido às semelhanças entre macacos e humanos, cientistas dizem que há evidências concretas dos potenciais efeitos colaterais do uso crônico de cannabis em homens. 

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