Beto Brant e Pedro Pierro debatem cannabis, ciência e cinema no Deusa Cast

Diretor de cinema e neurocirurgião analisam o papel da informação sobre a cannabis medicinal e o potencial terapêutico da planta

Publicada em 31/12/2025

Beto Brant e Pedro Pierro debatem cannabis, ciência e cinema no Deusa Cast

Beto Brant e Pedro Pierro participaram do Deusa Cast para discutir cannabis medicinal, ciência e o papel do cinema na difusão de informação | Imagem: Sechat

A relação entre ciência, saúde e cultura esteve no centro do debate no Deusa Cast, que reuniu o diretor de cinema Beto Brant e o neurocirurgião e diretor científico Pedro Pierro para uma conversa sobre o uso medicinal da cannabis e os caminhos para ampliar o acesso à informação de qualidade no Brasil.

Conhecido por obras que dialogam com temas sociais complexos, Beto Brant falou sobre o lançamento do filme A Planta e sobre o desafio de abordar a cannabis em um país ainda marcado por estigmas e desinformação. Para o diretor, o cinema tem a capacidade de traduzir temas sensíveis para o grande público, criando identificação e abrindo espaço para reflexões mais profundas sobre saúde, política e sociedade.

A participação de Pedro Pierro trouxe ao debate o olhar científico e clínico. O neurocirurgião destacou a importância da cannabis para o sistema endocanabinoide, responsável por regular funções essenciais do organismo, como dor, inflamação, sono e resposta ao estresse. Segundo Pierro, os canabinoides vêm ganhando relevância no tratamento da dor crônica, especialmente em casos em que terapias convencionais apresentam limitações ou efeitos adversos significativos.

O episódio evidenciou como a convergência entre ciência e audiovisual pode ampliar o alcance do debate sobre a cannabis medicinal. Enquanto a medicina oferece dados, evidências e segurança clínica, o cinema surge como uma ferramenta capaz de comunicar essas informações de forma acessível, empática e compreensível para diferentes públicos.

Ao reunir um cineasta e um médico no mesmo espaço, o Deusa Cast reforça a complexidade do tema da cannabis no Brasil, que envolve não apenas aspectos regulatórios e científicos, mas também narrativas culturais capazes de influenciar percepções, reduzir preconceitos e estimular um diálogo mais informado sobre o potencial terapêutico da planta.