“Ficou claro que investir no Brasil não é fácil” diz VP da HempMeds após congresso na Colômbia

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Caroline Heinz é vice-presidente da HempMeds BR

Nesta semana, a capital colombiana, Bogotá, foi palco do I Simpósio Latino-Americano de Cannabis, organizado pelo Marijuana Business Daily (MJBizDaily). Trata-se de uma das principais plataformas de eventos sobre o tema no mundo. O encontro teve a participação de dezenas palestrantes, entre eles, empresários brasileiros do setor.

Na terça (1º), o simpósio promoveu o painel “Potencial powerhouse: Where Brazil Stands (Onde está potencial do Brasil)”. Caroline Heinz (vice-presidente da HempMeds Brasil), Beto Vasconcelos (Entourage Phytolab) e Marcelo Galvão (OnixCann) apresentaram o cenário brasileiro para uma plateia formada de investidores.

Fundada em 2014, a HempMeds Brasil foi a primeira autorizada pela Anvisa a importar medicamentos com cannabis. A marca mais conhecida da empresa é o Real Scientific Hemp Oil (RSHO). Nesta quinta, Caroline conversou com o portal Sechat sobre suas percepções do congresso. Para a executiva, o simpósio foi muito positivo para o setor.

“Para minha surpresa, estava lotado. Tinham pessoas do mundo todo. Não só da América Latina, mas Canadá, EUA. Foi um ótimo encontro para networking para o cannabusiess de um forma geral, Desde growers, médicos, empresas de extração, entre outras tecnologias”.

Sobre o painel que discutiu o mercado brasileiro, Caroline conta que a principal dúvida dos investidores era entender que caminho o Brasil está tomando para a cannabis medicinal. E foi uma oportunidade da plateia compreender as dificuldades do nosso país.

“Muitas pessoas estavam ali para entender como o mercado funciona no Brasil. Nesse caso, compartilhamos nossas experiências, desde o âmbito jurídico até o marketing do negócios. E ficou claro, para os que estavam ali aprendendo, que investir no Brasil não é fácil”.

Apesar da Colômbia ter saído na frente na ‘corrida verde’, Caroline Heinz avalia que o Brasil não está muito atrás do país andino e pode facilmente se tornar um líder desse mercado.

“Surpreendentemente, a Colômbia ainda não tem uma regulamentação clara estabelecida, muitos produtores estão plantando, mas não tem o que fazer com a matéria prima, não existe um produto estabelecido. Eles estão produzindo a matéria prima na Colômbia e não tem o que fazer com essa ela, por enquanto”.

A VP da HempMeds acredita que o Brasil possui um extremo potencial para o agronegócio de cannabis, com nossos microclimas diversos, além da extensão continental. Ela destaca nossa vocação para a exportação, tanto pelo grande número de países que fazem fronteira terrestre, “o que também garante potencial para exportar produtos via transporte terrestre, fluvial e marítimo”.

“Somos o 7º maior PIB do mundo e país mais populoso da América Latina. Se compararmos com a Colômbia e Uruguai, que estão na nossa frente na regulamentação da cannabis, temos o 32º e 94º PIBs respectivamente, com populações de 49 milhões e 3,5 milhões respectivamente. Temos um potencial de público a ser beneficiado com a Cannabis maior que a própria população do Uruguai”.

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