Deusa Cast debate importância da farmácia de manipulação para tratamentos personalizados
Em corte do Deusa Cast, diretor da Anfarmag explica por que o setor magistral é essencial para garantir tratamentos personalizados e complementar a indústria farmacêutica
Publicada em 09/02/2026

Marco Fiaschetti, diretor executivo da Anfarmag, defende a farmácia de manipulação como pilar da saúde pública e da personalização de tratamentos. | Reprodução Sechat
A farmácia de manipulação desempenha um papel essencial na saúde pública ao garantir tratamentos personalizados que a produção industrial, baseada em escala, não consegue atender. O tema foi discutido no episódio do Deusa Cast, podcast do Portal Sechat, que contou com a participação de Marco Fiaschetti, diretor executivo da Anfarmag (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais).
Durante a conversa, Fiaschetti destacou que a indústria farmacêutica e o Deusa Cast debate importância da farmácia de manipulação para tratamentos personalizadosnão competem entre si, mas exercem funções complementares dentro do sistema de saúde. Enquanto os medicamentos industrializados são fundamentais para atender grandes populações, a manipulação supre lacunas específicas, ajustando formulações, dosagens e formas farmacêuticas às necessidades individuais dos pacientes.
“Pensando numa escala industrial, ficaria inviável você produzir todo e qualquer tipo de especificação de medicamento para atender todos os públicos. Não teria demanda, não teria paciente suficiente para isso”, explicou Fiaschetti.
Brasil como referência internacional
Outro ponto central do corte do Deusa Cast foi o protagonismo brasileiro no setor magistral. Segundo o diretor da Anfarmag, o Brasil é hoje uma referência global em farmácia de manipulação, tanto pela complexidade das formulações quanto pelo rigor regulatório imposto pelas autoridades sanitárias.
“A farmácia de manipulação no Brasil é uma referência no mundo. Nenhuma farmácia de manipulação no mundo é tão desenvolvida como no Brasil, tanto em termos de exigências das autoridades como também do arsenal de especialidades e formulações que podem ser preparadas”, afirmou.
Impactos das restrições ao setor
O bate-papo também abordou os riscos de limitar a atuação das farmácias de manipulação, especialmente em terapias mais recentes e específicas, como a cannabis medicinal. Para Fiaschetti, restringir o trabalho do farmacêutico magistral representa um retrocesso, uma vez que é esse profissional que possui a formação técnica e a infraestrutura adequada para transformar demandas individuais em tratamentos seguros e eficazes.
“O produto industrial tem sua importância e seu papel, mas também precisa ser garantido que necessidades específicas de determinados pacientes possam ser atendidas”, reforçou.
O debate evidencia que a farmácia de manipulação é uma aliada estratégica da saúde pública, contribuindo para a democratização do acesso a terapias personalizadas e ampliando as possibilidades de cuidado em contextos onde a padronização não é suficiente.



