Como Luis Londoño superou a insônia severa com a cannabis medicinal
Empresário colombiano relata no Deusa Cast como a cannabis medicinal mudou sua saúde e impulsionou sua atuação na indústria regulamentada
Publicada em 19/03/2026

Luis Londoño compartilha trajetória na cannabis medicinal após superar insônia severa | Foto: Portal Sechat
Uma década após enfrentar um quadro severo de insônia e estresse crônico, o empresário colombiano Luis Alfonso Londoño Zapata, entrevistado do episódio #58 do Deusa Cast revisita a própria história para explicar como a cannabis medicinal se tornou um ponto de virada em sua vida.
Segundo ele, o início da relação com a planta coincidiu com os primeiros passos da regulamentação da cannabis na Colômbia. “Neste ano de 2026, no mês de maio, completo 10 anos de vínculo com a indústria da cannabis. Quando a legislação colombiana começou a ganhar vida, eu tinha um problema severo de insônia, muito estresse, muita atividade e dormia pouco”, revelou.
A busca por alternativas aos medicamentos tradicionais levou à descoberta de uma nova abordagem terapêutica: “comecei a entender, investigar e descobri que esta planta era minha fórmula perfeita para agir".
Da experiência pessoal à criação de uma marca
Após observar os efeitos da cannabis em sua própria saúde, Londoño decidiu estruturar um negócio dentro da cadeia regulamentada do país. O processo envolveu etapas burocráticas e exigências legais. “Me assessorei muito bem para poder ingressar com o Estado colombiano em todo o tema de ‘permissologia’, documentos, e poder chegar com uma marca”, contou.
A proposta, segundo ele, era desenvolver uma marca colombiana com alcance internacional. No entanto, o caminho foi marcado por desafios. “Tem sido duro, tem sido complexo. Todos nós que estamos nesta indústria passamos por muitas coisas", pontuou.
Atualmente, ele atua como representante legal da LA MASTER INC S.A.S., inserida na cadeia produtiva regulamentada da cannabis.
Estigma e foco na cannabis medicinal
Durante a entrevista, o empresário destacou que o estigma ainda é um dos principais entraves para o avanço do setor, especialmente quando há confusão entre os diferentes usos da planta.“É normal em um processo de uma planta estigmatizada. Todo mundo a olha como cannabis recreativa e não como a cannabis medicinal, que é o que eu represento hoje”.
Para ele, o uso medicinal está diretamente relacionado à melhoria da qualidade de vida dos pacientes.“Dá alegria saber que um paciente pode contar com a ajuda de uma planta natural como a cannabis.”
Pesquisa e desenvolvimento como legado
Com foco no avanço científico, Londoño afirma que investe em pesquisa para ampliar o potencial terapêutico da cannabis. “Criei um departamento de Pesquisa e Desenvolvimento para olhar quais outras doenças esta planta poderia contribuir com uma solução”, argumentou.
A iniciativa, segundo ele, busca consolidar produtos seguros e eficazes, com impacto a longo prazo. “Temos trabalhado arduamente, dia a dia, para obter um produto final que realmente dê ao mundo um legado por muitíssimos anos", finalizou.
Assista ao corte do episódio:

