Alemanha consolida posição como "Cachorro Grande" do mercado de cannabis na Europa; projeções para 2026 chegam a US$ 2 bilhões
País lidera o mercado europeu de cannabis medicinal, atrai exportadores globais e pode atingir US$ 2 bilhões em vendas até 2026, segundo Alex Rogers.
Publicada em 01/04/2026

Alex Rogers destaca a Alemanha como o principal mercado de cannabis da Europa, com projeções de US$ 2 bilhões até 2026
O mercado europeu de cannabis vive um momento de transformação acelerada, com a Alemanha posicionada no centro dessa engrenagem. Em entrevista recente, Alex Rogers, fundador do International Cannabis Business Conference (ICBC), destacou o papel fundamental do país após as mudanças regulatórias que retiraram a planta da lista de narcóticos, impulsionando o setor medicinal a patamares inéditos.
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Segundo Rogers, a robustez do mercado alemão é o que dita o ritmo do continente. "A Alemanha é o 'cachorro grande' do mercado europeu de cannabis", afirmou o executivo, ressaltando que o país se tornou o principal destino global para exportadores. "Há muitas jurisdições ao redor do mundo que podem exportar sua cannabis, e a Alemanha é o único país para o qual eles podem realmente exportar agora", explicou.
O motor do crescimento: Cannabis medicinal
A força do mercado alemão não reside apenas no consumo, mas na estrutura de importação e distribuição via farmácias. Para Rogers, o segmento terapêutico é o verdadeiro combustível da indústria atual. "O mercado de cannabis medicinal impulsiona tudo agora", disse.
As projeções financeiras para o futuro próximo são otimistas e refletem a maturidade do sistema de saúde local. "Para 2026, você está olhando para talvez uns dois bilhões de dólares em cannabis vendida em farmácias, sob o mercado médico", projetou Rogers. Ele pontuou que, como a maior parte do produto ainda é importada, a Alemanha se firma como uma "jurisdição de compra" essencial para produtores internacionais.
Inovação, branding e clubes sociais
Além das cifras bilionárias, o executivo apontou que o setor está entrando em uma fase de sofisticação, com foco em genética e identidade de marca. "Você também tem branding agora. Você está trazendo marcas para a Europa e descobrindo maneiras criativas de marcar cannabis", observou.
Outro ponto de atenção são os novos modelos de acesso que começam a surgir no país: "Você tem os clubes sociais na Alemanha chegando, e esses são dispensadores locais, basicamente pequenos e locais. Isso é um grande tópico de conversa também", disse Rogers.
Hub global em Berlim
A relevância da Alemanha atrai players de todos os continentes, algo visível na composição demográfica de eventos como o ICBC Berlim. Rogers detalhou que o público é dividido quase simetricamente entre alemães, europeus, norte-americanos e o restante do mundo. "É o evento que todo mundo vem se eles querem vender cannabis na Alemanha", concluiu.
Veja a entrevista:


