Brasileira Indeov é a primeira empresa de cannabis medicinal a ter apoio da ONU

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Por Marcus Bruno

A startup brasileira Indeov, especializada no acesso à cannabis medicinal, foi uma das 35 empresas selecionadas na etapa nacional do programa Acelerate 2030, uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Impact Hub para acelerar projetos de alto impacto social. Com isso, a empresa sediada em São Paulo é a primeira do mundo que lida com maconha a ser apoiada pela ONU.

A Indeov, que significa “inovação e desenvolvimento”, atua como consultoria para entidades ligadas à área, além de fazer a representação comercial de duas das maiores empresas de cannabis medicinal no mundo, a Charlotte’s Web e Elixinol. Conforme a CEO da empresa, Camila Teixeira (no centro da foto), a empresa foi pioneira nesse modelo no Brasil, ainda em 2016.

“Você não tinha informações, nem produtos, e era alta a burocracia envolvida. Então a gente veio para resolver essas dores. A Indeov nasce com essa missão: de acesso via conexão de médicos, pacientes e produtores internacionais, com foco para internacionalização dessas marcas. Fomos a primeira empresa com esse viés”.

Hoje ela presta consultoria para empresas, não só do Brasil, mas também da Colômbia, Estados Unidos e Paraguai. O foco da Indeov, no entanto, é a jornada do paciente e do médico, com foco no monitoramento terapêutico: o antes e o depois do tratamento.

“A gente conta com uma equipe multidisciplinar que dá suporte aos pacientes e familiares no acesso aos produtos. Cada um deles é tratado de forma especial, num programa acolhedor. A gente conecta os pacientes aos médicos, garantindo que o médico esteja devidamente educado e habilitado” para prescrever medicações à base de cannabis, explica Camila.

Após as consultas e a receita médica, a Indeov auxilia os pacientes com a burocracia para buscar a autorização da Anvisa e a importação dos medicamentos através das empresas às quais representa. E, além desse acompanhamento clínico, a startup brasileira fomenta seminários e congressos para educar a classe médica sobre os avanços da cannabis medicinal. 

Expandir em escala global

Com o programa Accelerate 2030 da ONU, a Indeov pretende expandir esse processo numa escala global. Segundo Camila, hoje grande parte das empresas que procuram a startup estão “num processo muito distante do que a gente estabeleceu como critério básico”. Por isso, ressalta a importância da chancela da ONU para ampliar esse programa.

“É uma iniciativa que valida a gente, esse ecossistema que está se constituindo da cannabis, para outro nível. A gente tem uma missão global da quebra de preconceito, e se a gente conseguir escalonar esse modelo desenvolvido para outros países, fica muito mais fácil”, espera Camila.

A CEO explica que a complexidade com o qual esse tema é tratado no Brasil e os avanços que a Indeov conquistou mesmo nesse cenário possibilitaram uma experiência suficiente para que o modelo seja implementado em outros países que também enxergam a cannabis dessa forma complexa.

Sobre o Accelerate 2030

O Brazil Accelerate 2030 terá 35 empresas que participarão desta etapa nacional. Os negócios escolhidos têm impacto direto em 13 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável do programa. Os selecionados terão acesso a treinamentos, desenvolvimento de um plano para escala internacional.

Na primeira etapa do programa, atividades de formação serão realizadas nas capitais brasileiras participantes: São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Manaus e Florianópolis. Segundo o PNUD, os empreendedores serão capacitados para elaborar esse plano global, oferecer suporte e fazer contato com especialistas, investidores e parceiros ao redor do mundo.

Na segunda etapa, as três empresas com o melhor desempenho serão indicadas para participar de uma imersão em Genebra, na Suíça. Também receberão suporte de organizações internacionais por mais nove meses para fortalecerem seus modelos de negócios.

O Accelerate 2030 conta com o apoio internacional da Pfizer e do International Trade Center e, no Brasil, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e da Fundação Grupo Boticário.

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