A polêmica sobre a vacinação no Quebec continua…

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(Créditos: Pexels/Rafael Classen)

Por Jacqueline Passos

Para incentivar a vacinação da covid-19, o governo do Quebec, segundo estado mais populoso do Canadá, passou a exigir o comprovante da vacina para aqueles que desejam entrar em lojas de bebidas e cannabis. Com isso, a procura pela primeira dose aumentou mais de 400% em apenas uma semana. 

Mas, a ideia é fechar ainda mais o cerco para aqueles que participam do movimento antivacina, pois, a mais nova ideia do governo é cobrar um  “imposto de saúde” para os moradores que não estiverem vacinados. A justificativa é que, apesar de apenas 12,8% da população do estado não ter se vacinado, é essa parcela que representa quase metade de todos os casos hospitalares.

Ou seja, de acordo com a defesa do primeiro-ministro, não é justo que quase 90% da população seja prejudicada com uma sobrecarga no sistema de saúde por aqueles que simplesmente decidiram não vacinar.

A proposta ainda está apenas em planejamento e, por isso, ainda não há mais informações . O que já foi informado é que o tal imposto não se aplicaria àqueles que não podem ser vacinados por razões médicas. 

Por outro lado, mesmo que haja restrições de entrada em locais públicos em diversos países, a imposição de um imposto pode causar uma grande discussão a respeito do tema, já que a medida pode ser controversa.

Entretanto, o Canadá não é o único a penalizar pessoas que são contra a vacina. Em Cingapura, por exemplo, pacientes com covid-19 – não vacinados – são obrigados a pagarem suas próprias contas médicas no sistema público. 

Brasil

No Brasil, as restrições para os não vacinados mudam de estado para estado. Em São Paulo, por exemplo, o passaporte de vacinação é exigido para entrada em eventos, shows, peças teatrais, festas e bares. Além disso, a vacinação infantil, em crianças de 5 a 11 anos, ainda enfrenta polêmicas, por dois motivos: o primeiro foi uma declaração do presidente Jair Bolsonaro dizendo que a sua filha, de 11 anos, não será vacinada pois ele desconhece o número de óbitos de crianças pela doença. Bolsonaro ainda atacou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por liberar a vacinação do público pediátrico. 

Outro motivo que gerou alvoroço foi uma possível recomendação do Ministério da Saúde, para que a vacinação fosse feita apenas com apresentação de prescrição médica. No entanto, o Ministério voltou atrás da decisão e afirmou que a receita médica para imunização não será necessária, apenas a presença dos pais ou responsáveis da criança ou autorização por escrito.

Seja aqui no Brasil ou lá no Canadá, a verdade é que o assunto ainda gera muitas polêmicas. De qualquer forma, a vacina é um imunizante individual muito importante e, segundo imunologistas, a circulação do vírus só irá diminuir quando a maioria da população estiver vacinada.

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