A Cannabis como porta de entrada para… uma vida mais saudável!

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(Foto: Arquivo/Sechat)

Por Fernando Paternostro

Volta e meia encontro alguém que vem me perguntar se já sofri algum preconceito em  função de trabalhar com cannabis. E olha, sinceramente, não! O que recebo muito são  dúvidas, pessoas que querem saber mais sobre o assunto. Saber se é legal, como faz  para importar, quanto custa, como funciona e principalmente ficam preocupadas se  conseguem pagar por esse tratamento. 

E é nessa linha que fico com a dúvida: o que é exatamente uma pessoa preconceituosa  em relação à cannabis? Não seria uma pessoa que não teve acesso à informações de  confiança sobre o assunto? Ou uma pessoa que simplesmente não quis saber mais  sobre isso? A verdade é que, quanto mais trabalho no space canábico brasileiro, mais  fico convencido de que a educação e a capacitação são as duas peças mais  fundamentais para o nosso crescimento.  

Educação é conhecimento, informação e transparência. Dentro da própria comunidade  médica temos ainda 0,2% dos médicos utilizando a cannabis como ferramenta no  tratamento de seus pacientes. Isso não dá nem 3.000 médicos dos 500.000 profissionais  que temos no país hoje. Educação portanto é levar conhecimento para quem prescreve,  para quem precisa e para quem simplesmente quer saber mais. 

Capacitação é profissionalizar a indústria, trazendo profissionais de primeira linha que  irão tornar o mercado cada vez mais padronizado. Isso porque hoje, muitos dos que  trabalham com cannabis acabaram “terminando” na cannabis, ou seja, não foi sua  primeira escolha. São pessoas que já tem uma grande relação com a planta, gostam  muito e sabem muito sobre o assunto e, então, decidem trabalhar com isso por não terem  tido “êxito” em suas áreas de atuação. Quando entrei pro mercado, aprendi com o Dr.  Pedro Pierro Neto o termo “ervo-afetivo” – aquele que tem um carinho todo especial pela  planta.

E é por isso que considero a cannabis como porta de entrada para uma vida mais  saudável. Porque ela já vem mexendo com a vida de muitas pessoas, há muito tempo, e  infelizmente passamos por um período de ressignificação histórica onde, por interesses  comerciais, foram criados contextos para a cannabis que acabaram freando seu  crescimento. Porém, o tempo foi passando e nós precisamos cada vez mais do apoio de  tratamentos naturais, efetivos e acessíveis. Com essa máxima, aqueles que estão  buscando uma melhora na sua qualidade de vida encontram na cannabis uma  oportunidade de realmente colocarem isso em prática.  

A cannabis no esporte é um excelente exemplo de como temos, no tratamento, uma  oportunidade de mudar nosso hábitos para o melhor. O benefício no esporte é indireto e,  hoje em dia, não existem estudos clínicos que efetivamente comprovem a eficácia na  melhora da performance esportiva, por exemplo. No entanto, atletas que utilizam de  forma regular relatam uma série de melhorias. Essas melhoras são em relação ao sono, a  recuperação muscular, a diminuição da ansiedade, depressão, inflamações e de dores  crônicas comuns a atletas de alto rendimento.  

Se você olhar de forma objetiva, essas questões são comuns a quem não pratica  esportes de alta performance também! Afinal, quem hoje em dia não sofre de ansiedade?  Quem não tem algum grau de depressão e dores crônicas? Ou mesmo questões para  dormir, talvez não insônia, mas aquele sono de qualidade de levantar se sentindo  descansado?  

É por esse e outros motivos que estou determinado a levar educação e capacitação a  todos que tiverem interesse sobre o mercado, sobre os tratamentos e sobre a cannabis  como um todo. Poder viver essa vanguarda, inovando dentro do setor do esporte e  trazendo cada vez mais saúde e oportunidade de buscar uma vida saudável!!

As opiniões veiculadas nesse artigo são pessoais e não correspondem, necessariamente, à posição do Sechat.

Sobre o autor:

Fernando Paternostro é empresário, triatleta, criador do Atleta Cannabis e pai da Flora e da Bella.

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