Histórias: cannabis era usada no Antigo Egito para tratar doenças

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(Imagem: Pexels/Rachel Claire)

Curadoria e edição Sechat, com informações de Gizmodo Brasil

O tetrahidrocanabinol (THC) é a molécula responsável pelos efeitos psicoativos da cannabis. Além disso, ele atua como anti-inflamatório e relaxante muscular, sendo aplicado na medicina. 

Mas o uso medicinal da cannabis não remonta à modernidade. Resíduos de planta já foram encontrados em artefatos egípcios que datam mais de 4 mil anos, sugerindo que essa antiga civilização era adepta dessa terapia.

A presença de seus vestígios em câmaras funerárias leva muitos cientistas a acreditarem que os egípcios utilizavam cannabis durante as cerimônias de sepultamento. Arqueólogos também já encontraram vestígios de THC em restos mortais de múmias. O próprio faraó Ramsés, o Grande, entra nessa lista. 

Fora isso, representações de Seshat, deusa da escrita que dá nome a esse portal, também mostram a divindade com uma folha de seis pontas sobre a cabeça. Não é possível afirmar que a coroa representa a planta de cannabis, mas é uma sugestão firme de historiadores.

Representação da Deusa Sheshat (Foto: Reprodução)

Uso medicinal

Mas as evidências  mais impressionantes estão anotadas em papiros. Muitos escritos citam o termo Shemshemet, que parece ter sido a palavra usada pelos antigos egípcios para se referir à cannabis. Dessa forma, é possível identificar diferentes receitas com a planta e também a finalidade delas.

Os papiros médicos de Ramesseum, por exemplo, mostram um tratamento que pode ter sido aplicado para tratar glaucoma e outros problemas oculares. Na receita, pede-se para moer a cannabis e deixá-la marinando no orvalho durante a noite. Ao acordar, os egípcios teriam que lavar os olhos com a mistura.

Já o papiro de Ebers indica uma mistura que deve ser introduzida na vagina, provavelmente utilizada no tratamento de cólicas ou endometriose.

O papiro de Berlim, mais recente do que os citados anteriormente, sugere o uso de cannabis para o tratamento de febre e inflamação. Têm-se ainda o papiro Chester Beatty, que indica a planta para o tratamento de doenças colorretais.

Através de estudos, sabemos a importância que esta erva natural teve para uma das mais poderosas dinastias e quando resgatamos essa cultura damos um passo importante para eliminar as superstições que existem sobre uma planta que é tão benéfica para a humanidade.

Porta do céu 

Nos capítulo X do “texto dos sarcófagos”, coleção de magias funerárias escritas entre 2181 aC e 2055 aC, está escrito:   “Seshat abre a porta do céu para você”.

Quando olhamos para trás e vemos ensinamentos como esse, que sobreviveram milênios percebemos quanto conhecimento as culturas que viveram antes tentaram nos transmitir e nos foram ocultados pela ditadura dos cleros dominantes.

Através desses estudos sabemos a importância que esta erva natural teve para as mais poderosas dinastias e quando resgatamos essa cultura damos um passo importante para eliminar as superstições que existem sobre uma planta que é tão benéfica para a humanidade.

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