Com parcerias, NHG Fitofármacos e Nutracêuticos busca estruturar-se para o mercado brasileiro

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Professor Jean Pierre Schatzmann Peron, que conduzirá estudos pré-clínicos utilizando modelos experimentais de doenças humanas neorodegenerativas e neuroinflamatórias (Foto: Divulgação/NHG)

Por Sechat Conteúdo, com informações de NHG

NHG Fitofármacos e Nutracêuticos, empresa sediada em Campinas (SP) vem se estruturando para participar com competitividade no mercado brasileiro da cannabis medicinal. Fundada em dezembro de 2019, o negócio surgiu a partir da decisão do CEO para América Latina, Fernando Cesar Mendes, de priorizar o mercado brasileiro a partir da publicação da RDC 327 da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A norma foi aprovada em dezembro de 2019 e entrou em vigor em março de 2020, regulamentando a fabricação, a comercialização e a importação de produtos derivados de cannabis para fins medicinais. 

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Para criar seu espaço no mercado de cannabis medicinal nacional a empresa tem formalizado parcerias. Segundo a NHG, entre os acordos realizados estão os com o Laboratório de Interações Neuroimunes da Universidade de São Paulo (USP) e com a UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), de Foz do Iguaçu/PR, em ensaios pré-clínicos e clínicos duplo-cegos com formulações farmacêuticas padronizadas à base de canabinoides.

Estudos vão analisar o uso de cannabis em doenças altamente debilitantes

Primeiramente serão realizados estudos em doenças inflamatórias crônicas e altamente debilitantes, cujos tratamentos ainda são caros ou paliativos. Daí a importância do estudo de novas abordagens terapêuticas que esclareçam o potencial dos canabinoides. Além disso, serão conduzidos estudos pré-clínicos utilizando modelos experimentais de doenças neurodegenerativas e neuroinflamatórias com ensaios clínicos controlados duplo-cegos randomizados com grupos de pacientes portadores de patologias neurodegenerativas.

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Até então, Mendes atuava como desenvolvedor de novos negócios da empresa holandesa Green House Seed Co. (GHSC Trading), que dispõe de um dos maiores bancos genéticos de cannabis do mundo. Atualmente, sua ligação com a Green House permanece apenas com a representação da linha de fertilizantes no Brasil. Ele atuou também na GH Medical, empresa que existe há quase uma década e é o braço médico da Green House. “A RDC 327 abriu um caminho: não existe modelo regulatório como esse no mundo, é algo específico do Brasil”, aponta Mendes. “A própria indústria não se preparou para isso. A indústria farmacêutica agora está se mexendo: foi pavimentado o mercado para o farmacêutico no oitavo maior mercado.” 

Contudo, o CEO altera que a questão é mais complexa, principalmente no que se refere à disponibilidade de matéria-prima para ser manufaturada e em instalação que atenda aos requisitos da RDC 327. “Esse é o grande desafio e o grande problema do mercado”, considera.  

NHG tem celebrado contratos de parceria

A NHG informa que formalizou nos últimos 12 meses contratos de exclusividade de distribuição de produtos – insumos farmacêuticos ativos (IFA) e produtos acabados de grau farmacêutico – com duas das maiores plantas fabris certificadas em Boas Práticas de Fabricação da Europa, localizadas na Suíça e na República Tcheca. 

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Em paralelo, a empresa também concluiu uma Joint Venture com a Belcher Farmacêutica do Brasil, empresa multinacional com base em Maringá/PR, que abrangerá cooperação mútua na importação, comercialização, distribuição, pesquisa e desenvolvimento de medicamentos à base de cannabis no Brasil. 

A Belcher é detentora de um dos sete pedidos que aguardam parecer da Anvisa para autorização de produção e comercialização no Brasil de produtos medicinais, produzidos à base de cannabis. Se a agência acatar os pedidos, ou parte deles, significará a largada no Brasil para um mercado industrial do uso medicinal da maconha com alguma competitividade. Na prática, quem faz uso de produtos medicinais à base de maconha deverá encontrá-los por preços mais acessíveis.

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Recentemente, a NHG também assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com a gigante portuguesa Symtomax. Aprovado pela Infarmed para iniciar o processo de implementação do cultivo e exportação de cannabis medicinal (matéria-prima e produtos acabados), a empresa está localizada na cidade do Porto e, com uma licença pré-aprovada de 105 hectares, será a maior operação de cannabis medicinal da Europa, operando na produção, pesquisa, cultivo, processamento e distribuição de produtos e medicamentos à base de cannabis no mercado mundial.

No campo da pesquisa e desenvolvimento, empresa assinou outros três contratos de parceria, um deles com a Insilicall, a primeira plataforma de Drug Discovery na América Latina, que utiliza inteligência artificial e Big Data na otimização de testes pré-clínicos, reduzindo a necessidade de testes em animais e in vitro. 

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