Cannabis: mercado em queda, mas com boas perspectivas para investir

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(Imagem: Reprodução)

Curadoria e edição Sechat, com informações de Estadão Investidor por Rebeca Soares

Depois que a Uber anunciou o início do delivery de cannabis para uso adulto na província de Ontário, no Canadá, e ‘lounges’ foram inaugurados nos Estados Unidos para uso da erva, os investidores podem se beneficiar dos ativos relacionados a planta. Apesar da frustração com o resultado recente de alguns fundos, especialistas afirmam que o segmento irá se desenvolver cada vez mais.

Tilray Inc. (TLRY), GrowGeneration (GRWG), Aphria Inc (APHA), Aurora Cannabis Inc (ACB) e Jazz Pharmaceuticals (JAZZ) são algumas das empresas listadas na Nasdaq, a bolsa de valores de tecnologia americana, voltadas ao produto. Há ainda fundos brasileiros dedicados ao segmento.

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É importante entender as diferenças entre a atuação das empresas que incluem produtores, varejistas e até farmacêuticas. Vale ressaltar que além dos riscos específicos de cada investimento, é preciso ter ciência dos impactos políticos e sociais.

Em 2021, a posse e o uso de cannabis por adultos tornaram-se legais em cinco estados norte-americanos: Connecticut, Nova Jersey, Novo México, Nova York e Virgínia. Ao todo, 18 dos 50 estados têm o uso recreativo legalizado. Em setembro, os estados de Nevada e Illinois aprovaram a abertura de dispensários voltados para o consumo adulto, o que tem movimentado os negócios das regiões. Apenas a Califórnia tinha ambientes como esse.

Além disso, a votação do chamado SAFE Banking Act nos Estados Unidos foi aprovada pelo Congresso, regulamentando a situação bancária dos negócios do setor. Pelo texto, a lei proíbe um regulador bancário federal de penalizar uma instituição depositária por fornecer serviços bancários a um negócio legítimo relacionado com a cannabis.

Na América Latina, o México foi o segundo (depois do Uruguai) a descriminalizar o uso recreativo da maconha. Para mostrar um panorama sobre o setor medicinal no Brasil, a Monett, plataforma de streaming especializada em investimentos, lançou em setembro deste ano o documentário “Cannabis: O Investimento do Bem”.

A pauta de liberação em âmbito federal também entrou nos holofotes da Alemanha com a eleição do novo governo no último mês. Apenas Canadá, Uruguai e Espanha (com limitações) têm uso adulto legalizado.

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Desempenho das ações do setor nas Bolsas dos EUA

TickerAcumulado no anoValor investidoNúmero de investidores
TLRY+27,97%US$ 1.130.5082.491
ZYNE+9,09%US$ 51.721316
ABBV+8,74%US$ 695.250789
TOKE-10,95%US$ 10.48669
MJ-11,64%US$ 115.557402
ACB-18,29%US$ 204.2941.165
CRBP-29,28%US$ 132.0871.063
CRON-32,71%US$ 85.720511
CGC-52,26%US$ 186.347661
HEXO-67,66%US$ 58.311573
Fonte: Stake. Dados dos investidores globais da Stake obtidos até o fechamento de 26/11/2021

Investimentos

No mercado brasileiro, as gestoras XP e Vitreo oferecem fundos direcionados ao segmento. Enquanto a primeira Asset replica o fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) MJ por meio do Trend Cannabis FIM, a segunda oferece os fundos multimercado Canabidiol e Cannabis Ativo.

“Não dá para imaginar um mundo que vai retroceder sobre o desenvolvimento desse setor”, é o que afirma George Wachsmann (Jojo), CIO da Vitreo. Segundo ele, embora o ano de 2021 tenha iniciado com altas expectativas para o segmento após a eleição de Joe Biden, o desempenho dos fundos administrados pela companhia foi frustrante.

O fundos Canabidiol, para investidores qualificados, e o Cannabis Ativo, para o público em geral, têm quedas no acumulado anual de 6,89% e 14,25%, respectivamente. Wachsmann atribui o movimento de queda à menor prioridade que a pauta teve ao longo do ano em que parlamentares norte-americanos focaram em votar medidas voltadas à infraestrutura e ao orçamento. “Embora nossos fundos estejam caminhando para fechar o ano em queda, não houve mudança de tese. Continuamos com boas expectativas para o mercado”, afirma.

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Em 2020, o Canabidiol encerrou o ano com valorização de 69,12% e o Cannabis Ativo cresceu 16,81%. Neste ano, o MJ perde 9,91%.

Para Rodrigo Lima, analista de investimentos e editor de conteúdo da Stake, o mercado de cannabis é inquestionavelmente um dos mais promissores para o século XXI, tanto para o uso medicinal quanto recreativo. Apesar do otimismo, ele aponta que boa parte das tecnologias ainda está em desenvolvimento. “Além disso, as dificuldades regulatórias no mundo acabam contribuindo para que boa parte das empresas ainda esteja muito distante de um equilíbrio operacional e acabe negociando nas bolsas de valores como ativos mais arriscados, sendo penalizados em momentos de aversão a risco”, afirma Lima.

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