Associações também marcam presença no Cannabis Thinking

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Cannabis Thinking 2021 (Foto: Reprodução)

Por João R. Negromonte

Além do palcos Helth and Science e Revolução 5.0, que trataram com maestria dos temas negócios, legislação, saúde, inclusão e sustentabilidade, o evento contou com a participação de diversos profissionais da esfera jurídica, da área da saúde, empresários e claro eles, os ativistas da planta!

Marcando presença no evento que aconteceu no último final de semana dia 23/10, representantes de algumas associações como a Santa Cannabis, Apepi, Cultive, Ananda e Cannab, acompanham de perto tudo o que rolou neste evento que ficará registrado na história do setor canábico do Brasil.

A cofundadora da associação Ananda, que tem como objetivos acolher e representar os associados e familiares na busca de qualidade de vida, de informações e pesquisas sobre cannabis medicinal, Stephanie Santana, revela que o evento mostrou o quanto o Brasil tem potencial e reforça:

Estamos perdendo dinheiro e empregos para nosso país. Deu pra perceber que tem muita gente antenada e sabendo dos reais propósitos desse mercado, mas temos como aumentar o exército da cannabis. O preconceito está indo aos poucos para o buraco de onde ele não deveria ter saído e esse país merece conhecer a verdadeira história da cannabis!

Stephanie Santana

Outra que deixou seu recado e marcou sua participação com uma pergunta pro ex-presidente da Anvisa, Willian Dib, foi Margarete Brito, fundadora da Associação de Apoio à Pesquisa e à Pacientes de Cannabis Medicinal (Apepi), associação que é formada da união de familiares de pacientes e de todos que acreditam no uso terapêutico da cannabis.

A ativista questiona ao médico e político:

A regulamentação tem algumas pegadinhas como modelos de farmácias vivas (Associações) igualando as mesmas as empresas. Se a PL fosse aprovado hoje, como a Anvisa se posicionaria diante desse modelo?

Margarete Brito

Família Apepi (Foto: Reprodução)

Em resposta, Dib reforça que acredita que a Anvisa não deveria legislar sobre isso, entretanto, ele acha que com a evolução desse processo, as leis irão se adequar e o judiciário tornará as burocracias mais simples e abrangentes, visto que é esse o papel deles.

Já para o presidente da associação Santa Cannabis, Pedro Sabaciauskis, o evento foi uma forma de juntar as maiores “cabeças pensantes” do mercado atual, além de fazer um network com novos e velhos conhecidos da indústria.

Daniel Jordão, sócio e fundador do portal Sechat e Pedro Sabaciauskis, fundador da Santa Cannabis (Foto: Sechat/João R. Negromonte)

O evento concretizou as pontes virtuais que haviam sido feitas durante a pandemia e reforçou a importância das conexões de diferentes iniciativas e nichos representativos da cannabis no Brasil. Precisamos de mais encontros como esses para exercitar as possibilidades de mercado e maturar as relações das diversas oportunidades que a cannabis medicinal pode proporcionar, seja na saúde, com o auxílio das pessoas que necessitam deste tratamento, seja fomentando a iniciativa do #VerdequeTransforma através da educação.

Pedro Sabaciauskis

Cidinha Carvalho no evento Cannabis Thinking (Foto: Sechat/João R. Negromonte)

Participando da mesa Educação – acesso aos profissionais de saúde sobre benefícios da medicina canabinóide, Cidinha Carvalho, Fundadora da Associação Cultive que trata de diversos pacientes (inclusive sua filha Clarian) com óleo medicinal de cannabis produzidos por sua família, trouxe um relato emocionante de sua jornada e, como até hoje ainda há diversas dificuldades e preconceitos que precisamos enfrentar para regulamentar uma planta que salva vidas.

Por último e não menos importante, contamos com a participação da Associação para pesquisa e desenvolvimento da Cannabis Medicinal no Brasil – CANNAB, que é uma organização sem fins lucrativos criada com o intuito de apoiar e dar suporte a pacientes com as mais diversas enfermidades, que por recomendação médica, necessitam de tratamentos à base de canabinóides.

A instituição tem como presidente fundador Leandro Steliano, que defende que “para as pessoas entenderem o potencial da cannabis medicinal, basta ter um parente próximo que vá precisar dela para se tratar de alguma enfermidade”.

Por fim, ressaltamos a importância que um evento desse traz para a sociedade enquanto ferramenta de educação e desmistificação de paradigmas que ainda atinge uma parte da sociedade e, como diria Albert Einstein:

“Loucura é querer resultados diferentes fazendo exatamente tudo igual!”

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